
O caminho de individuação é um caminho de rupturas. De despedir-se pouco a pouco de tudo aquilo que não sou eu. De romper com ideias, crenças, pessoas, personas. Caem as máscaras, as projeções, as expectativas. Faz-se luto daquilo que pensei ser eu, mas não. Que precisei ser, mas não. Que idealizei ser, mas não. É um caminho que geralmente começa com um NÃO. Não mais. Ao mesmo tempo, individuação é movimento de irromper, emergir e desvelar. De dentro pra fora se revela. Emergem frases, vozes, partes, pensamentos. Desejos e anseios uma vida toda reprimidos. Idiossincrasias, talentos e sonhos no inconsciente esquecidos. Se desvelam as feridas e toda a dor que há por trás delas. Consciente do que se revela, individuação é caminho de dizer SIM. “Isso também sou eu. Agora eu vejo.” As partes que são ouro e as abomináveis também sou eu. Na resultante: um TODO sempre maior que suas partes. Num amalgama único e complexo de tudo aquilo que cabe ao humano. Entre cortes e brotamentos, dá-se luz a quem se é. Morte Vida Morte Vida Em contínua espiral que segue e aprofunda na medida em que seguimos. Parados? Os mortos. Os de fato e os mortos em vidas. Ser inteiro vai além do certo ou errado. Ser inteiro é ser em movimento. É vir-a-ser em outrora fui. Onde você está agora? Coordenadas disponíveis dentro desse episódio. Vamos juntos pela sombra? Vinheta: Mandril Audio. Soundtrack: Levi Patel