
No episódio de hoje é bastante especial, trouxemos dois convidados para discutir a respeito da saída da zona de conforto. Kemuel Batista é formado em Desenvolvimento de Sistemas, investidor, criador de sites e aplicativos, assim como o Klecýo Oliveira que possui a mesma formação, começando a sua jornada de empreendedor aos 14 anos de idade. David Vetter ficou conhecido na década de 70 como o menino bolha (the bubble boy). O pobre garoto nasceu com uma deficiência tão severa em seu sistema imunológico que precisava isolar-se do mundo e viver num ambiente totalmente esterelizado. Médicos e cientistas então projetaram uma bolha de plástico, dentro da qual David ficava protegido dos germes do mundo exterior. Sua história inspirou, em 1976, um drama cinematográfico com John Travolta e, em 2001, uma comédia sofrível. E assim surgiu a metáfora da bolha. Como o menino David, isolado por seus pais e cientistas num ambiente protegido de toda a complexidade do mundo lá fora, muitas pessoas se isolam da realidade em seu canto confortável e seguro, cercadas de falsas certezas e ilusões sedutoras. Bolha é tudo aquilo que nos limita mas, ao mesmo tempo, nos protege. Bolha é tudo aquilo que nos ilude sobre a natureza da realidade mas, ao mesmo tempo, serve como apoio para prosseguirmos vivendo. Olhe agora mesmo para sua vida e se pergunte: onde está a minha bolha? quais são os meus limites? do que ela me protege? como ela me limita? Romper as barreiras da nossa bolha é simultaneamente uma forma de morte e uma espécie de nascimento, uma perda irreversível e um ganho. Representa um grande e verdadeiro risco, às vezes inclusive de vida, mas também com frequência significa a única possibilidade de vivermos autenticamente.