
Neste segundo episódio trago o poema retrato de uma das grandes poetizas brasileiras, Cecília Meireles. Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio tão amargo. Eu não tinha estas mãos tão sem força, Tão paradas e frias e mortas; Eu não tinha este coração Que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, Tão simples, tão certa, tão fácil: – Em que espelho ficou retida a minha face? Viagem (1939)