
Pena, compaixão e "síndrome do salvador". O que esses elementos têm a nos ensinar? É bem natural do ser humano sentir pena do nosso semelhante, quando estamos diante de um outro irmão passando por alguma necessidade ou escassez. Nos enchemos de sentimentos não bons quando cruzamos os olhos perante essas circunstancias. A grande verdade, muito disruptiva, é entender que não há nada de nobre em sentirmos pena do irmão que passa por essas aprovações e limitações físicas e financeiras. O que enobrece o homem é a compaixão. Ela nos auxilia em reconhecer no outro a sua verdadeira força e poder e não coitadismo e vitimização. O ser que passa fome e necessidade é por pura experienciação da alma dele. Ele é tão imenso quanto você. Ajudar por pena é desmerecer o próximo. Ajudar por compaixão é enobrecer e fortalecer o irmão. A "síndrome do salvador" é uma manifestação puramente do ego, uma baixa autoestima querendo ser recompensada com elogios. Busca-se "fazer o bem" para valorizar a si mesmo. É uma ação que persegue os aplausos de quem foi ajudado. Não há nada de crístico e amoroso em ajudar o próximo para se sentir menos pior consigo.