
Para finalizar nossa série de 3 episódios, as viradas Lorena de Castro e Isabela Goes debatem sobre a frase “Ah, feminismo é mimimi” tão propagada na internet e em outros espaços atuais. O que será que essa frase, dita e repetida na mídia e nas redes sociais, fala da nossa compreensão sobre os movimentos de lutas por direito? Por que ela segue na boca de muita gente que deseja deslegitimar e até ofender mulheres de luta? Para Lorena, bela, desbocada (quando necessário) e acadêmica, “‘Mimimi’ é tudo aquilo que dói nos outros e não dói em você. Entendendo a experiência do outro nos capacitamos em compreender e colaborar com a luta dos movimentos ao invés de julgar e reproduzir de forma viciosa preconceitos e discursos arraigados socialmente.” Para Isabela, que atuou em movimentos sociais como Círculo Palmarino e Rosas de Marços, os feminismos nos ajudam a pensar num mundo melhor pra todo mundo e só a luta e o debate fundamentado podem ajudar nesse processos. Mais uma vez, recorremos à literatura e trazemos várias dicas de leitura. Cola seu ouvido nesse último episódio e vamos juntos debater com fundamento. FICHA TÉCNICA: Roteiro: Jocelaine Oliveira e Irla Tavares Convidadas: Lorena de Castro: Professora de Língua Portuguesa com Graduação em Letras Vernáculas (UFS/2013), Pós-Graduação em Tradução e Interpretação em Libras (FAJAR/2017), Mestrado em Letras/ Linguística (UFS/2017) e Doutorado em Letras/ Linguística, em andamento, pela mesma Universidade. Acredita que a pesquisa e a produção acadêmica podem constituir ferramentas de transformação social e que a atuação do professor consiste na de agente transformador e participativo política e ideologicamente no engajamento de abordagens educacionais inclusivas, representativas e igualitárias. Acredita que não há transformação sem desconstrução e que informação de qualidade nunca é demais: instruir e conhecer para revolucionar. Isabela Goes: Estudante de letras/espanhol pela UFS; atuou anos atrás em movimentos sociais como Círculo Palmarino e Rosas de Marços, onde organizava debates e formações sobre racismo e gênero. Atualmente tem buscado organizar debates em Estância junto com a coletiva de mulheres, que carrega a temática principal: mulheres em foco. Ano passado organizou o primeiro debate, na câmara municipal, sobre violência doméstica e transfeminismo. Edição: Hector Sousa Arte da capa: Taime Gouvêa DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE NOSSO LABAFERO: https://forms.gle/DHYbSyQXCZrKirUC6