
Pode o Espiritismo ser considerado uma revelação? Neste caso, qual o seu caráter? Em que se funda a sua autenticidade? É a Doutrina Espírita uma revelação, no sentido teológico da palavra, ou é, o produto do ensino oculto vindo do Alto? É essa revelação absoluta ou suscetível de modificações? Se ela traz a verdade integral, a revelação não impediria o homem de fazer uso das suas faculdades, pois que lhes pouparia o trabalho da investigação? Qual a autoridade do ensino dos Espíritos, se eles não são infalíveis e superiores à Humanidade? Qual a utilidade da moral que os Espíritos pregam, se essa moral não é diferente da do Cristo, já conhecida? Quais as verdades novas que eles nos trazem? O homem precisa de uma revelação? Ele não poderá achar em si mesmo e em sua consciência tudo quanto é necessário para se conduzir na vida? São essas importantes questões que abordaremos neste e nos próximos episódios.