
Uma quebradeira de coco babaçu do Maranhão. Uma pescadora quilombola do recôncavo baiano. Uma camponesa do Mato Grosso. Uma sem-teto da maior metrópole do país. A relação entre suas lutas, expressa no 8 de março, dia internacional de luta das mulheres é, segundo elas, a defesa da autonomia de seus corpos conectada com a luta para conquistar ou defender seus territórios. Uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgada nesta quinta-feira (7) mostra que, em linha crescente nos últimos nove anos, apenas em 2023 as que foram mortas pelo fato de serem mulheres chegaram a 10.655.