
Depois de bondade e fidelidade, Paulo fala em mansidão e domínio próprio. A Mansidão é a qualidade de ser manso, dócil, brando, calmo, gentil, terno, educado. É a capacidade de ser sereno e agir com calma mesmo em situações desagradáveis. O oposto da mansidão é a severidade, agressividade, aspereza, raiva, violência. Algumas pessoas pensam que para ser fortes precisam gritam, bater o pé, levantar a voz. Mas isso não é força, é fraqueza. Se tu tens que gritar, isso é um sinal de insegurança e falta de autoridade. Jesus é o nosso maior exemplo de mansidão (veja Isaías 42:1-4). Mas isto não o tornava indiferente quanto aos acontecimentos ao seu redor. Ele exerceu poder e autoridade sobre demônios, enfermidades e leis da natureza. Sua mansidão não o impedia de combater a hipocrisia dos fariseus. Na verdade, a palavra mansidão (prautés, no grego) poderia ser definida como uma “força gentil” ou uma “força domada”. Domínio próprio ou autogoverno é a capacidade de controlar-se a si mesmo. Quando pensamos em autocontrole, a primeira coisa que nos vem à mente é o controle sobre os nossos desejos e apetites. Mas o domínio próprio é mais abrangente do que isto, incluindo às coisas que devemos fazer e que nossa vontade reluta em executar. O domínio próprio começa na nossa mente, isto é, com o que permitimos que entre nela e com o que a ocupamos. Então passa pelas nossas emoções. Não devemos nos mover baseado em emoções, pois estas são muito inconstantes. Por fim, o domínio próprio precisa ser exercido com o nosso corpo. O órgão do corpo mais difícil de controlar é a língua. A mesma boca pode ajudar tremendamente uma pessoa e causar destruição sem tamanho na vida de outra.