
Em algum momento, todos nós atravessamos crises de fé, momentos em que aquilo que cremos parece não se conectar com aquilo que estamos vivendo. Paulo também passou por crises, dores e perplexidades, mas em meio a tudo isso ele descobriu que Deus não queria apenas consolá-lo — queria fazer dele um instrumento de consolação para outros. Talvez parte daquilo que você está vivendo hoje também possa se transformar em encorajamento para alguém que está passando pelo mesmo caminho. Ser presença de Deus na vida de alguém começa quando aprendemos a olhar as circunstâncias com os olhos de Deus. Não basta enxergar o problema; precisamos buscar a sabedoria do alto para interpretar a realidade à luz das Escrituras. Em momentos de crise, precisamos de pessoas que nos encorajem, que conheçam a Palavra e que tenham coragem de caminhar conosco quando já não conseguimos enxergar com clareza. Paulo também nunca esqueceu quem era. O espinho permaneceu, a fraqueza continuou, mas foi justamente nela que ele aprendeu que a graça de Deus era suficiente. Nem toda dor será removida e nem toda pergunta terá uma resposta imediata, mas podemos atravessar esses momentos lembrando que somos vasos de barro e que o poder pertence a Deus. A igreja não é uma agenda, uma escala ou um compromisso semanal. A igreja são pessoas. Pessoas que precisam ser vistas, ouvidas, encorajadas e cuidadas. Talvez exista alguém sentado ao seu lado, compartilhando a mesma fé e a mesma mesa, mas atravessando uma crise silenciosa. Não viva no automático. Seja presença de Deus na vida de alguém: leve esperança, proclame o Evangelho, ore, caminhe junto e ajude outros a permanecerem firmes em Jesus.