
Não adianta mudar o comportamento se o coração continua o mesmo. O problema da nossa sexualidade não começa no corpo, começa no amor. Nós sempre obedecemos aquilo que amamos mais, e é exatamente por isso que Jesus foi tão radical ao dizer que só pode ser seu discípulo quem o ama acima de todas as coisas. O pecado sexual nunca é o mais profundo. Ele é sempre consequência de um coração que encontrou outra fonte de prazer, consolo, segurança e sentido para a vida. Não é falta de informação, é excesso de outros amores ocupando o lugar que pertence a Cristo. Enquanto Cristo não for suficiente, qualquer ídolo vai governar nossas decisões. Por isso a pergunta mais importante não é “o que você sente?”, nem “o que você faz?”, mas sim: para quem você vive? A desobediência a Deus nunca é neutra; ela sempre é obediência a outra coisa. Quando Cristo deixa de ser o centro, algo assume o controle do coração e passa a ditar nossas escolhas, inclusive as mais íntimas. O comportamento apenas revela quem, de fato, está no trono. A verdadeira transformação começa quando identificamos esses amores rivais e os colocamos à luz do evangelho. Só quando Cristo se torna nossa maior fonte de prazer, descanso e alegria é que os outros desejos perdem a força e a vida começa a ser reorganizada a partir dele. Seguir o próprio coração nunca nos salva. Seguir Cristo, sim.