
Percurso em poesia Eni Carajá Filho - Jokãntyhy Ao passar pelas ladeiras de Olinda, em 2018 deparei com Seu Paulino, homem negro, beirando os 78 anos e que já viveu um bom tempo no Quilombo de Afogados da Ingazeira, sujeito matreiro e matuto e que gosta de uma boa pisada ao som do frevo tocado ao vivo, indaguei a ele sobre os motivos de tanta felicidade, e o mesmo sem pensar já respondeu, ô sô moço, aqui no Nordeste nós não titubeia, a gente cansa de trabalhar, mas divertir é também um valor e quando acontece ao lado de outras importantes pessoas aí fica melhor pois um ensina o passo para o outro. Aí foi que lembrei das histórias do segundo semestre de 2018, nordestino tem um senso socialista invejável, não usa nada politicamente correto mas pratica sempre o que fala e o que acha melhor. Assim descobri mais uma vez que esse é o tipo de cidadão que deixa os poderosos tremendo nas bases uma vez que mesmo tendo estudos, eles não conseguem andar com a desenvoltura de um desses cidadãos e jamais terão uma prosa boa como a que eu tive na praça da Igreja da Sé onde residia Dom Helder Câmara em Olinda que é linda e de lá se vê os Recifes da VIDA. Eni Carajá Filho - Treinando para publicar um livro desse grande escritor após ser poeta.