
Episódio
A Confederação Nacional dos Municípios estimou, em estudo publicado nesta segunda-feira, que o piso da enfermagem, sem fonte de custeio definida, terá um custo extra anual de 9 bilhões e 400 milhões de reais aos cofres municipais. A decisão liminar tomada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, na semana passada, suspendeu o pagamento do piso salarial da enfermagem, de R$ 4.750. O julgamento no plenário virtual começou na última sexta-feira, e está com 5 votos a 3 para que continuem suspensos os pagamentos do piso salarial até que sejam feitos cálculos sobre as maneiras de financiar a nova lei. Segundo a entidade, para evitar o descontinuamento de outros programas sociais se o pagamento do piso for liberado pela Justiça, os prefeitos serão obrigados a demitir até um quarto dos 143 mil profissionais da enfermagem ligados à Estratégia de Saúde da Família. Como consequência, 35 milhões de brasileiros deixarão de ser assistidos.