
Episódio
O governo do Egito, país que faz fronteira com a Faixa de Gaza, na Palestina, convidou o Brasil para participar de uma cúpula com outros países para discutir a guerra entre Israel e o grupo Hamas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se recupera de uma cirurgia no quadril e não pode viajar. Um representante irá em seu lugar, mas o nome ainda não foi anunciado. A cúpula ocorrerá, no Cairo, capital egípcia. O foco principal do encontro é a crise humanitária em Gaza. O território está cercado e sofrendo bombardeios contínuos das forças militares de Israel, desde a eclosão de um novo conflito, há pouco mais de uma semana, quando o Hamas promoveu uma série de ataques em território israelense, que resultou na morte de centenas de civis e provocou uma forte contraofensiva. O convite ao Brasil ocorre após a tentativa do país, que preside atualmente o Conselho de Segurança das Nações Unidas, de aprovar uma resolução sobre o conflito no colegiado. A diplomacia brasileira obteve amplo apoio em torno de um texto de consenso, mas a oposição dos Estados Unidos, que é membro permanente do Conselho a tem direito a veto, frustrou a expectativa de ver a resolução aprovada. Além do Egito e Brasil, outros países árabes, como Jordânia, Catar e Turquia devem participar, mas nenhuma lista oficial dos países participantes foi divulgada até o momento. - O Supremo Tribunal Federal (STF) passou a adotar nova metodologia para julgamento de processos pelo plenário da Corte. Com a medida, os ministros vão ouvir as sustentações orais dos advogados antes de redigirem os votos. Em seguida, será marcada uma data para o julgamento da causa. A nova medida foi aplicada pela primeira vez na sessão de hoje. Os ministros ouviram os argumentos das partes envolvidas no processo que discute a constitucionalidade do regime de separação de bens nos casos de casamento ou união estável envolvendo idosos maiores de 70 anos. A inovação foi implementada pelo presidente do Supremo, ministro Luís Roberto Barroso, que tomou posse no mês passado. Para o presidente, a inovação é para permitir que os argumentos dos advogados sejam analisados antes do julgamento de processos relevantes que chegarem ao tribunal. - A "CPI dos Atos Golpistas" aprovou relatório final que propõe o indiciamento de Jair Bolsonaro (PL) e de aliados por tentativa de golpe de Estado, devido aos acontecimentos de 8 de janeiro deste ano. o documento elaborado pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA) concentrou 20 votos favoráveis e 11 contrários. Durante a CPI, a oposição tentou responsabilizar a equipe do governo Lula pelos ataques às redes dos Três Poderes. Porém, com a derrota, haverá o indiciamento de 61 pessoas, incluindo civis e miliares. O colegiado misto trabalhou por cinco meses. O documento apresentou um histórico de atitudes antidemocráticas durante a gestão de Jair Bolsonaro, apontando responsabilidade direta do ex-presidente por ataques às instituições. Conforme o relatório, Bolsonaro estimulou a adesão de simpatizantes e acirrou o ambiente político.