
Episódio
O presidente Lula desembarca hoje em Assunção, no Paraguai, onde participará da cúpula de chefes de estado do Mercosul e estados associados. Um dos destaques da reunião será o anúncio do ingresso pleno da Bolívia no bloco comercial, após a aprovação do protocolo de adesão ocorrido no último dia 3, pelo senado boliviano. O assessor especial para assuntos internacionais da presidência da república, Celso Amorim, ressalta que, além do ingresso definitivo da Bolívia, Lula pretende dar um recado sobre a importância da solidariedade e da democracia, após a tentativa de golpe sofrida pelo presidente boliviano Luis Arce. O grande ausente do encontro será o presidente da Argentina, Javier Milei, que ontem esteve em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, para participar de uma conferência de partidos de direita, organizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro; Esquerda barra a extrema direita na França O partido ultraconservador reagrupamento nacional (RN), de Marine Le Pen e do candidato a Premiê Jordan Bardella, é o grande derrotado do segundo turno das eleições legislativas francesas. De forma surpreendente, o cordão sanitário montado para impedir o avanço da ultradireita funcionou: a coalizão nova frente popular (NFP) formada pelos partidos da esquerda e pelos verdes, obteve o maior número de assentos na assembleia nacional (parlamento): 182 de um total de 577. A aliança de centro-direita Juntos, do presidente Emmanuel Macron, fez 163 cadeiras. O RN e aliados terão 143 deputados e não poderão oficializar Bardella como primeiro-ministro. Como ninguém conquistou a maioria absoluta do parlamento (289 assentos), Macron precisará negociar a formação do novo governo com o NFP e a França insubmissa (LFI), partido de esquerda radical. Governo Lula libera R$ 22 bi às pressas e turbina caixa de prefeitos antes de eleição O governo Lula (PT) acelerou a liberação de emendas parlamentares e superou R$ 22 bilhões pagos neste ano, antes da trava imposta pela lei por causa das eleições municipais. A cifra desembolsada ultrapassa os cerca de R$ 17 bilhões (em valores já corrigidos) distribuídos antes das eleições de 2022 por indicações de deputados e senadores, período em que Jair Bolsonaro (PL) governava o país. O recurso será direcionado principalmente aos cofres das prefeituras. O volume de recursos desembolsados se deu devido à pressão da câmara e do senado, que forçou o governo a fechar acordo para não sofrer derrotas no congresso. Só na semana passada, o governo desembolsou R$ 7,2 bilhões em emendas equivalente a uma liberação diária de R$ 1,4 bilhão. Essa cifra, paga em cinco dias, é próxima a tudo que foi pago no mês de junho. A partir desta semana, a margem para repasse de emendas fica limitada a poucos casos, como o custeio de obras em andamento. Isso porque a legislação eleitoral impõe uma série de vedações nos três meses que antecedem o pleito para evitar abusos de poder político e econômico.