
Episódio
Começou na manhã desta terça-feira (18) a Operação Linha Vermelha, promovida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o objetivo de enfrentar crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público de São Paulo, estão sendo cumpridos na operação 23 mandados de busca e apreensão nos municípios de Campinas, Jundiaí, Indaiatuba, Taboão da Serra, Santo André e na capital, São Paulo. A operação conta com apoio do Primeiro e do Décimo Batalhões de Ações Especiais da Polícia Militar (Campinas e Piracicaba), assim como de efetivos da Polícia Civil do Estado. O material apreendido nas diligências será periciado e analisado para instruir a investigação. Dino manda CGU auditar R$ 469 milhões de emendas sem plano de trabalho O ministro Flavio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (18) que a Controladoria-Geral da União (CGU) conclua, em 60 dias, uma nova auditoria sobre R$ 469,4 milhões em “emendas Pix” que foram transferidas a estados e municípios, em 2024, sem que houvesse a apresentação de planos de trabalho para a aplicação do dinheiro. Ele determinou também que a CGU audite 126 transferências especiais que tiveram planos de trabalho aprovados em 2024 e anos anteriores, com o objetivo de averiguar se tiveram execução adequada. Em outro ponto, Dino sublinha outra constatação do Tribunal de Contas da União (TCU), segundo a qual apenas 19% das transferências liberadas nos últimos seis anos são rastreáveis até o destinatário final. O tribunal de contas pediu que o CPF ou CNPJ de quem recebe o dinheiro passe a constar nos extratos bancários. O ministro deu 60 dias para que Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal adequem seus sistemas a atendam ao pedido. Ao mencionar as emendas Pix, Dino se refere às emendas de transferência especial, que não possuem finalidade definida previamente e são transferidas diretamente aos entes federados por opção de algum parlamentar, que escolhe o destino de parte do Orçamento da União. Desde 2019, tais destinações são impositivas, ou seja, de liberação obrigatória pelo governo federal.