
Episódio
A guerra tarifária iniciada pelos Estados Unidos, e que está criando um panorama nebuloso para a economia global e prejuízos, pode beneficiar alguns setores da economia brasileira, nesse cenário de tarifas recíprocas suspensas e dos 125% de sobretaxa sobre bens chineses que entrarem nos EUA. Segundo especialistas, para produtos brasileiros que perderam espaço para a China nos últimos anos, como têxteis, calçados e vestuário, há a perspectiva de voltarem a ganhar mercado nos Estados Unidos. Dados da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AmchamBrasil) mostram que o país concorre hoje no mercado americano com a China em cerca de 700 produtos. Desses, EUA importaram cerca de US$ 12 bilhões do Brasil e US$ 29 bilhões da China em 2024. Além de vestuário e calçados, máquinas e equipamentos, alguns químicos e produtos da construção civil são possíveis beneficiários. Idade para aposentadoria de mulheres policiais pode ser mudada O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou neste domingo (13) três votos para confirmar a suspensão da regra que igualou em 55 anos a idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres policiais civis e federais. A Corte está decidindo se referenda a decisão individual do ministro Flávio Dino, relator do caso, para suspender a regra, prevista na Emenda Constitucional 103/2019, aprovada durante o governo de Jair Bolsonaro. Em outubro do ano passado, Dino fixou que a idade para aposentadoria de mulheres policiais civis e federais deve seguir o critério de 3 anos de redução em relação ao período dos homens, ou seja, 52 anos. A medida deve ser adotada até que o Congresso crie nova regra. A análise da questão é motivada por uma ação protocolada pela Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol do Brasil). Parlamentares enviam R$ 550 mi em emendas para fora de reduto em 4 anos Deputados federais e senadores destinaram mais de R$ 550 milhões em emendas parlamentares para Estados diferentes daqueles pelos quais foram eleitos nos últimos quatro anos. Somente em 2024, os repasses interestaduais somaram cerca de R$ 252 milhões. A prática contrária o argumento frequentemente usado pelos próprios parlamentares de que o crescimento dessas verbas se justificaria pelo vínculo com suas bases eleitorais e pelo conhecimento das demandas locais — e também levanta dúvidas sobre a transparência dos recursos, o controle dos repasses e a efetividade do uso do dinheiro. Embora não seja ilegal, o repasse interestadual entrou no radar do Supremo Tribunal Federal (STF). Em agosto de 2024, o STF proibiu esse tipo de destinação para as emendas individuais do tipo Pix, uma modalidade que permite a transferência direta de recursos públicos sem exigência de justificativa prévia ou fiscalização antecipada.