
Episódio
Golpes INSS A investigação da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União sobre um golpe de até R$ 6,3 bilhões em aposentados e pensionistas enquadrou 11 entidades de classe, mas 31 são suspeitas de cobrarem "mensalidade associativa" sem autorização. A mensalidade associativa é descontada do pagamento mensal do INSS a aposentados e pensionistas. Associações de aposentados e sindicatos assinaram acordos de cooperação técnica com o INSS permitindo o desconto nos proventos dos beneficiários que, em troca de auxílio jurídico e assistência médica, por exemplo, autorizam o débito no aplicativo Meu INSS por meio de assinatura eletrônica e biometria. Desconfiada de fraudes em 1.374 descontos entre 2016 e maio de 2024, a CGU procurou os beneficiários. Entre abril e julho do ano passado, o órgão entrevistou presencialmente 1.273 aposentados ou pensionistas para perguntar se eles haviam autorizado a cobrança. De acordo com a CGU, apenas 52 informaram estar filiados a uma entidade, e 31 autorizaram o desconto, indicando a possibilidade de 98% dos descontos serem indevidos. Vacinação gripe O Ministério da Saúde aposta na retomada do Dia D Nacional de Vacinação para alavancar a campanha contra a gripe e cumprir a meta de vacinar 90% do público-alvo. No ano passado, o projeto do Dia D foi disponibilizado aos estados e apenas 16 unidades participaram da ação. Ao final da campanha nacional, mais de 23 milhões de pessoas que faziam parte dos grupos prioritários deixaram de se vacinar, e a cobertura foi de apenas 55%. Segundo o ministro Alexandre Padilha, a estratégia de promover novamente um Dia D Nacional foi pactuada com os secretários estaduais e municipais de saúde. A primeira edição deste ano está marcada para o dia 10 de maio, sábado, véspera do Dia das Mães. O ministro também afirmou que os municípios estão recebendo recursos para diversificar as ações durante a campanha, como a aplicação da vacina em locais de grande circulação, e em horários estendidos. Novidade MCMV O ministério das cidades publicou uma portaria que atualiza os limites de renda das faixas 1, 2 e 3 do programa Minha Casa, Minha Cida. A medida também cria uma nova linha voltada à classe média. Com a mudança, famílias com renda mensal entre R$ 8.000 e R$ 12 mil passam a ter acesso a financiamentos de imóveis de até R$ 500 mil, com prazo de pagamento de até 420 meses, ou seja, 35 anos. O limite anterior dos imóveis era de R$ 350 mil. A nova modalidade terá taxa de juros anual de 10%, abaixo da média praticada atualmente no mercado, que gira em torno de 12%. Apesar disso, o percentual ainda é superior ao aplicado às faixas de menor renda do programa, que variam de 4% a 8,16% ao ano. A portaria já está valendo, mas a Caixa não detalhou a partir de que dia seus sistemas estarão adaptados para fornecer financiamentos considerando o novo limite de renda.