
Episódio
Neste episódio, mergulhamos nos desejos e resistências que a modernidade plantou em nós, que moldam a nossa identidade sem que nos demos conta. Falamos do feitiço civilizacional, da moralidade performativa, da pressa por soluções e da fuga existencial que nos impede de escutar o mundo vivo e uns aos outros. É como um espelho de dupla face: de um lado, o desejo plantado. Do outro, a resistência aprendida. E no meio… nós, a tropeçar entre promessas ocas e tentativas sinceras de estar com o mundo sem o dominar. Um convite a rir da nossa própria patetice, a confessar as fraturas e a começar a reaprender a estar, com responsabilidade, mas sem rigidez. Se alguma vez sentiste que estás a representar uma versão de ti que não sabes bem quem ensinou… Se já te apanhaste a dizer “mas o que faço com isto?”, só para fugir da sensação de estar expost@… Se ris, choras e reviras os olhos quando ouves falar em “transcender o ego”… Este episódio é para ti. Não para te dar respostas, mas para abrir espaço. Espaço para escutar os fios que ainda teimam em segurar uma identidade que talvez esteja pronta para se desfiar e renascer, com dignidade.