
Episódio
O debate sobre classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas voltou à pauta — e desta vez com um ingrediente novo: a pressão e a atuação dos Estados Unidos na região. Mas o que realmente mudaria se essas organizações passassem a ser tratadas como terroristas? Isso ajudaria no combate ao crime organizado ou seria apenas uma mudança de rótulo? ASSINE A MINHA NEWSLETTER PARA SABER MAIS: https://substack.com/@recondoeosonze Neste episódio de DIREITO DO MUNDO, Felipe Recondo conversa com Vladimir Aras, procurador da República e professor da Universidade de Brasília, para discutir os limites e os riscos dessa proposta. A militarização do combate ao narcotráfico funciona? O uso de forças armadas — inclusive estrangeiras — é solução ou ilusão? E o que experiências internacionais, como o Plano Colômbia, as Filipinas de Duterte ou a política de segurança de El Salvador, realmente ensinam? Ao longo da conversa, também surge uma questão maior: por trás da retórica do combate ao crime organizado, estaria em curso uma nova estratégia geopolítica dos Estados Unidos para a América Latina? Uma discussão sobre segurança pública, direito internacional, soberania e geopolítica — e sobre os riscos de soluções fáceis para problemas complexos. 00:00 Introdução ao tema da classificação de organizações criminosas como terroristas 01:09 Utilização de forças armadas no combate ao crime organizado 01:35 Eficácia da militarização e exemplos históricos 03:32 Implicações da classificação como organização terrorista 05:56 Mercado de drogas e o papel do consumo global 08:29 Separação de funções do Estado: polícia vs forças armadas 11:03 Riscos de ações militares externas e violações de direitos humanos 15:36 Exemplos internacionais: Filipinas, El Salvador e suas lições 20:19 Motivações geopolíticas dos EUA na região 22:30 Disputa de influência entre EUA e China na América Latina