
Neste episódio de Psicanálise e Cultura, mergulho nas marcas deixadas pela pandemia de COVID-19 na constituição psíquica de crianças e adolescentes. A partir de uma escuta psicanalítica, reflito sobre os bebês que tiveram seus primeiros vínculos restritos ao ambiente doméstico, os adolescentes privados do encontro e lançados às telas, e os cuidadores que precisaram sustentar tudo isso em meio ao próprio sofrimento. Entre perdas, adaptações e invenções, proponho uma leitura que evita simplificações e busca compreender como esse período reorganizou modos de sentir, de se relacionar e de existir. Mais do que analisar “os jovens da pandemia”, o episódio convida a uma pergunta direta: como cada um de nós atravessou esse tempo — e o que ainda estamos tentando elaborar? Um episódio para quem deseja pensar a clínica, a cultura e a responsabilidade ética de escutar o que ainda não encontrou palavra.