
Episódio
A iniciativa surge em um momento crítico: dados municipais revelam que, apenas entre janeiro e março de 2026, a capital já registrou 965 casos de violência contra a mulher. O principal objetivo da nova rede é a redução drástica da letalidade em crimes de gênero. Segundo estatísticas apresentadas pela prefeitura, o encaminhamento de vítimas para uma rede de proteção adequada pode reduzir em 64% o risco de feminicídio. Para alcançar esses números, o projeto aposta na integração total entre diferentes esferas do poder público, unindo órgãos de: Saúde (atendimento médico e psicológico); Assistência Social (acolhimento e benefícios); Segurança (Guarda Civil e forças policiais); Justiça (suporte jurídico para medidas protetivas). O diferencial do programa é a criação de um protocolo de atendimento personalizado. Em entrevista, representantes da gestão municipal destacaram que o apoio vai além do registro da ocorrência. "Se a vítima precisa de um advogado para uma medida protetiva, nós teremos. Se ela não tem para onde ir, oferecemos o aluguel social. Se falta o básico, fornecemos cestas de alimentos e medicamentos para seus filhos. O objetivo é garantir que ela não precise retornar para perto do agressor por falta de recursos", afirmou um porta-voz da prefeitura. Embora o combate à violência contra a mulher seja um pilar central, a Rede de Atenção foi desenhada para ser inclusiva, atendendo outros grupos que sofrem com a invisibilidade e o risco social: Idosos; Pessoas com deficiência; População em situação de rua; Comunidade LGBTQIAPN+; Povos originários; Crianças e adolescentes. A proposta é transformar Goiânia em uma referência de atendimento humanizado, ágil e contínuo, garantindo que a justiça e o cuidado cheguem a quem mais precisa antes que a violência escale para tragédias irreversíveis.