
Episódio
Relações Internacionais e Commodities Acordo entre EUA e Irã: Os jornais reportam que ambos os países estão mais próximos de um acordo de trégua. No entanto, persistem impasses por parte dos iranianos em relação ao urânio enriquecido e à manutenção de sanções financeiras por parte dos EUA. O mercado reagiu positivamente à notícia, levando o petróleo Brent de volta a patamares abaixo de US$ 100. Evasão de Sanções via Cripto: Uma matéria do Wall Street Journal revelou que o regime iraniano movimentou bilhões de dólares por meio da Binance para contornar as sanções norte-americanas e o sistema Swift. Esse cenário deve impulsionar uma maior fiscalização e regulação sobre a Binance e outras exchanges nos EUA. Resultados da Nvidia: Os fortes números divulgados continuam repercutindo positivamente. Apesar de uma leve queda no after-market, a empresa demonstra robusta geração de caixa e a manutenção de um forte investimento (Capex) em Inteligência Artificial por parte das hyperscalers. Polêmica no Podcast All In: Durante o programa, Chamath Palihapitiya ponderou que o conhecido investidor Michael Burry é um "generalista" e não possui o preparo analítico necessário para avaliar o mercado de GPUs e a aplicação prática de IA. IPO da SpaceX: Rumores na imprensa apontam para a abertura de capital da empresa, que pode se tornar o maior IPO da história, com valuation estimado em US$ 2 trilhões. O destaque fica para a Starlink (internet via satélite), apontada como o verdadeiro motor gerador de receita da companhia, funcionando como a "AWS" da SpaceX. Como ponto de atenção em governança, Elon Musk reteria 85% do poder de voto e conta com pacotes de remuneração agressivos atrelados a metas ambiciosas, como atingir US$ 7,5 trilhões de valor de mercado. Sentimento do Consumidor nos EUA: O indicador medido pela Universidade de Michigan atingiu as mínimas na semana passada, registrando o terceiro declínio consecutivo. Historicamente, atingir o fundo (bottom) nesse indicador costuma ser um bom sinalizador para a recuperação das ações nos meses seguintes. Feriado de Memorial Day: Devido ao feriado nos EUA e na Europa, os mercados globais estão fechados hoje, o que resulta em um volume de negociação mais baixo na bolsa brasileira. Dados Inflacionários (PCE): O principal indicador econômico da semana será o PCE (índice de inflação norte-americano) na quinta-feira, dado muito utilizado pelo Fed. A autoridade monetária possui pouca margem para cortar juros, cenário reforçado pela posse de Kevin Warsh na Casa Branca. Treasuries e Dívida Global: Os títulos de 10 anos dos EUA fecharam a 4,56% na sexta-feira. A visão do locutor é de que os governos de países desenvolvidos devem corroer suas grandes dívidas gerando inflação (juros reais negativos), o que torna importante a alocação em ativos reais com poder de precificação. Outros Indicadores Globais: A semana reserva a divulgação do IPCA-15 e PIB (1º tri) no Brasil, PIB dos EUA (segunda leitura), CPI na Alemanha e PMIs na China. No Japão, manifestações de Kazuo Ueda (presidente do BoJ) indicam a manutenção de juros reais negativos para corroer a dívida local. Aperto Monetário: As expectativas de inflação e da taxa Selic subiram no Boletim Focus, encostando no topo da meta e deixando o Banco Central de mãos atadas para novos cortes. Esse panorama tem gerado uma correção nos ativos de renda variável. Mercado Imobiliário Binário: Com os juros altos por mais tempo, o setor de incorporação sofre um revés e passa a se concentrar nas duas extremidades estáveis: o segmento de baixa renda (impulsionado pelo programa Minha Casa Minha Vida) e o de alto padrão/luxo (insensível às oscilações macroeconômicas). A classe média acaba sendo a mais prejudicada por ficar desatendida no meio desse espectro. Oportunidades no Setor: Diante do pico dos juros e do aperto atual, podem surgir oportunidades transitórias e atrativas para a aquisição de imóveis com preços mais baixos do que os praticados há um ou dois anos.