Nossos sócios Luiz Eduardo Portella e Tomás Goulart debatem, no episódio de hoje, os principais acontecimentos da semana no Brasil e no mundo. No cenário internacional, a semana foi marcada pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo entre Estados Unidos e Irã. Ao longo dos últimos dias, Trump indicou que restariam poucos pontos para um entendimento, incluindo questões relacionadas ao programa nuclear iraniano e às condições de reparação do país. O mercado encerra a semana com expectativa mais positiva sobre a possibilidade de avanço nas negociações. Nos dados econômicos, o Core PCE veio abaixo do esperado, com surpresa baixista concentrada em serviços ex-habitação. O dado representou a primeira surpresa baixista relevante de inflação após sequência de números mais fortes, embora os indicadores anualizados ainda permaneçam acima da meta do Fed. No Brasil, a semana trouxe dados econômicos relevantes. O IPCA veio levemente acima do esperado, com surpresa concentrada em alimentação no domicílio e energia elétrica, enquanto os núcleos permaneceram em linha. O Caged veio abaixo das expectativas, sugerindo desaceleração marginal do mercado de trabalho, embora a PNAD tenha continuado mostrando força, com nova mínima da taxa de desemprego e crescimento robusto da massa salarial. O PIB do primeiro trimestre veio em linha com o esperado, mas com composição forte, reforçando revisões altistas para o crescimento de 2026. No campo político, seguiram os efeitos das medidas expansionistas do governo e dos desdobramentos envolvendo Flávio Bolsonaro. Nos mercados, a semana foi marcada por forte desempenho das bolsas globais. As bolsas americanas subiram entre 1,5% e 3%, enquanto mercados ligados à tecnologia continuaram se destacando, com alta expressiva na Coreia do Sul e desempenho positivo de emergentes. Os juros fecharam globalmente, com destaque para os Treasuries, enquanto o petróleo caiu cerca de 9% na semana, refletindo o maior otimismo com um possível acordo geopolítico. O dólar teve comportamento misto, enquanto o ouro avançou levemente. No Brasil, o Ibovespa caiu cerca de 1%, pressionado pela Petrobras e pelo ambiente doméstico. Na próxima semana, destaque para dados de atividade e mercado de trabalho nos EUA, além da continuidade das negociações entre EUA e Irã.