
Episódio
Na edição desta quinta-feira (4) de Os Novos Cientistas, o bate-papo foi com a educadora Cristiane Correia Dias, também conhecida como Bgirl Cris. Ela é autora da tese de doutorado Pedagogias Hip-hop e a pluriversalidade das vozes periféricas: caminhos e sonhos sob a perspectiva interseccional para uma educação emancipadora, defendida na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP sob a orientação da professora Mônica Guimarães Teixeira do Amaral, da Faculdade de Educação. Como contou a pesquisadora ao jornalista Antonio Carlos Quinto, entre os principais objetivos da pesquisa, esteve o de elucidar o caráter transdisciplinar do estudo. “Priorizamos a valorização da diversidade étnico-racial”, disse Cristiane. E a ideia também, segundo ela, foi contribuir para a implementação das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que instituiu a obrigatoriedade das temáticas História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, respectivamente. “Recorri a um mosaico teórico-metodológico, partindo de nossa metodologia central que é a pesquisa em ação por meio da docência compartilhada, entrelaçada às pedagogias Hip-hop”, destacou. Para o estudo, Cristiane selecionou uma escola na região do Capão Redondo, na zona sul de São Paulo. “É justamente um lugar que tem uma potência cultural muito grande”, contou a pesquisadora, lembrando que lá, o rap se faz presente desde as décadas de 1980 e 1990. “Era um local com altos índices de violência. O hip-hop ali já tem um papel educador dentro da comunidade”, contou. A tese de Cristiane acaba de ser lançada em livro. Intitulada Hip-Hop: pedagogia e as vozes periféricas, a obra teve seu lançamento pela Giostri Editora, em cerimônia realizada no último dia 30 de maio, na estação São Bento do Metrô, no centro de São Paulo. Disponível também na plataforma Spotify