Quando falamos em promoção da saúde, pensamos em campanhas, exames, alimentação, exercício. Mas e se essa for apenas a superfície de uma pergunta muito mais profunda? O que realmente estamos promovendo quando promovemos saúde? Neste sétimo episódio da série Saúde, percorremos dez estações de compreensão — da filosofia à política pública, do corpo à espiritualidade, da psicanálise ao direito — para descobrir que saúde não é ausência de doença. É uma forma de habitar o mundo. Ao longo do episódio, você vai encontrar: — Canguilhem e a ideia de que saúde é capacidade de criar novas normas, não conformidade com a normalidade estatística— A Carta de Ottawa e o momento em que a medicina admitiu que a maior parte do que nos adoece está fora dos hospitais— Foucault e o paradoxo de que a promoção da saúde pode ser tanto emancipação quanto controle— Os determinantes sociais que adoecem antes que qualquer vírus chegue— Rogers, Freud e a saúde mental como capacidade de habitar o conflito — não eliminá-lo— Merleau-Ponty e o corpo que não possuímos, mas somos— Nietzsche e a Grande Saúde que inclui a doença— O que judaísmo, budismo e xintoísmo souberam sobre saúde antes da medicina moderna— O SUS como filosofia política encarnada— A judicialização da saúde e o dilema entre a vida singular e os recursos coletivos Ao final, a pergunta que abre o episódio retorna — e já não cabe na mesma resposta de antes.