
Tive um colaborador que me esgotava. Não por má vontade, nem por incompetência. Simplesmente, nada acontecia sem eu andar atrás dele. Eu era a bateria dele, e uma bateria externa cansa-se. Passei meses a tentar mudá-lo, com conversas, contexto, confiança, cobranças. Não resultou. Até que fiz o contrário de tudo o que tinha feito: parei de tentar mudar a pessoa e pus um agente de inteligência artificial a cobrá-la, todos os dias, sem se cansar e sem ressentimento. E ela tornou-se autónoma. Neste episódio conto essa história e a lição que fica, que não é sobre tecnologia: a ação não pode depender da competência nem do comprometimento de ninguém. Sempre que a coisa importante só acontece se a pessoa certa estiver no seu melhor dia, não tens um sistema, tens uma aposta. E há um bónus incómodo. Quando pões um sistema que não falha à volta das tuas pessoas, as falhas ficam nuas, e a pergunta deixa de ser sobre elas e passa a ser sobre ti: estás disposto a construir o espelho que não te deixa desviar o olhar? A narração é feita por inteligência artificial, a mesma que ando a ensinar empresários a usar. Neste episódio, é impossível mais a propósito. 📘Livro O Caminho do Líder Superior: ocaminho.joaocostafernandes.com 📩 Newsletter O Líder 2.0