
Sais de cada reunião com a sensação de dever cumprido: definiste prazos, meteste pressão, puseste a máquina a andar. E na semana seguinte a equipa está outra vez parada, à espera de ti. Já pensaste que podes ser tu a causa? Neste episódio disseco a cultura da urgência: a forma mais básica de um líder tentar induzir velocidade numa equipa, e a razão pela qual produz exactamente o contrário. Vais perceber: . porque é que decretar urgências não constrói autonomia, só assinala o próximo fogo que a equipa tem de ir apagar . a diferença entre velocidade e cadência, e porque é que é a cadência que decide se uma equipa é boa (a corrida de 10 km com sprints a cada 500 metros) . como cada urgência que impões boicota, sem tu veres, o plano de outra pessoa, e lhe oferece o álibi perfeito para falhar tudo o resto . o teste das reuniões: projectas o trimestre ou defines o que se faz amanhã? . a raiz de tudo: a cultura paternalista e a sensação de herói. Não se constrói exigência exigindo. No fim, a parte mais dura: se és tu a única pessoa que define prazos e depois andas a cobrar no chat se já está feito, tens tempo a mais. E estás a alugá-lo às coisas erradas. Um episódio para quem gere a empresa a apagar fogos e se queixa de que ninguém constrói nada para daqui a um trimestre. Links O livro O Caminho do Líder Superior: https://ocaminho.joaocostafernandes.com/?utm_source=podcast&utm_campaign=cultura-urgencia A newsletter O Líder 2.0 e todos os meus links: https://joaocostafernandes.com/links?utm_source=podcast&utm_campaign=cultura-urgencia