
Durante décadas, a embalagem bonita vendeu mais do que o produto. Hoje, o que prende atenção é a bagunça antes da embalagem: a cera derretendo, a parede que precisou ser refeita, o prato sendo montado três vezes até sair certo.A gente já sabe como termina. Mesmo assim, fica vendo.Neste episódio eu uso quatro conceitos da psicologia cognitiva (Curiosity Gap, Efeito Zeigarnik, IKEA Effect e Narrative Transportation) para explicar por que o processo virou tão interessante quanto o resultado, e o que isso mudou na forma como marcas constroem confiança. De "acredite em mim" para "venha ver": os dados mostram que o consumidor não quer mais a afirmação, quer a prova (e tem números específicos sobre origem e matéria-prima que talvez expliquem, sozinhos, boa parte do fenômeno).Também entro no lado que pouca gente discute: o que acontece quando o bastidor é encenado, e por que essa encenação custa mais caro pra marca do que nunca ter mostrado processo nenhum.Quando foi que a gente começou a gostar tanto do caminho?