
IA DE COMPANHIA: AFETO SOB DEMANDA? Uma inteligência artificial que nunca está ocupada, nunca perde a paciência e sempre sabe o que responder pode ser considerada companhia? Neste episódio do Cada Vez+, investigo por que tantas pessoas estão criando vínculos emocionais com inteligências artificiais — e o que esse fenômeno revela sobre solidão, comportamento e consumo. A conversa passa pelas relações parassociais, pela intimidade unilateral e pelo affection washing: quando marcas simulam cuidado e proximidade para obter mais dados, permanência ou consumo. A IA escuta, lembra, responde e se adapta. Mas não precisa ser escutada de volta. Para as marcas, isso abre possibilidades de relacionamento, mas também exige limites claros. A questão não é apenas até onde a tecnologia consegue simular proximidade. É o que as empresas pretendem fazer com a intimidade que essa proximidade produz.