
A maior parte das pessoas não perde a indemnização a que tem direito num tribunal, perde-a em cima da mesa, no dia em que assina a proposta da seguradora sem perceber bem o que está a assinar. Neste episódio do 100 Cláusulas, Diana e Nuno Ramos Correia, advogados, explicam o que acontece a seguir a um acidente de viação com danos corporais e porque a primeira proposta da seguradora raramente reflete o valor real a que a vítima tem direito. O princípio de base é simples: quem sofre um dano tem direito a ver a sua situação reposta por inteiro, como se o acidente nunca tivesse acontecido. Na prática, é aqui que a maioria dos acordos falha. Neste episódio vais descobrir: porque um carpinteiro que continua a trabalhar depois do acidente pode, ainda assim, ter direito a indemnização por perda de capacidade física que danos como o sofrimento da família, a ajuda de terceira pessoa ou a privação de uso do carro costumam ficar de fora da primeira proposta porque a tabela que a seguradora usa é só um mínimo administrativo, e não o valor que um tribunal costuma atribuir o que significa dar quitação à seguradora ao assinar, e porque depois disso não há marcha atrás em que momento vale a pena esperar antes de fechar um acordo, em vez de assinar cedo demaisA pergunta não devia ser se a proposta parece generosa. Devia ser se alguém já somou tudo o que ainda falta somar. Saiba mais sobre Diana e Nuno Ramos Correia em https://ramoscorreia.com