
No arranjo de suas canções, Paulinho da Viola revela a sua africanidade, destacando o samba e o seu instrumental. Paulinho com originalidade constrói um plano horizontal dialógico para o piano, a flauta e a Cuíca. Com essa arquitetura musical negra Paulinho traz a narrativa do esvaziamento humano das relações econômicas, no universo eurocaucasiano. O poeta sugere que o apego no dinheiro faz volátil o sentimento humano das pessoas. Insinua que a alma do capital torna o corpo da alienação burguesa escravo do dinheiro, na miséria da solidão.