
22ª pregação catequética em uma série de sermões na Confissão Belga. Sermão expondo o artigo 19 da Confissão Belga. Sermão pregado pelo pastor Elienai Batista no culto vespertino do dia 23 de agosto de 2026 na Igreja Reformada de Campinas. campinas.igrejareformada.org ARTIGO 19 — As duas naturezas na única pessoa de Cristo Cremos que, por essa concepção, a pessoa do Filho de Deus está inseparavelmente unida e ligada à natureza humana, de modo que não há dois filhos de Deus nem duas pessoas, mas duas naturezas unidas em uma única pessoa. Cada uma delas mantém as suas características distintas: a sua natureza divina permaneceu sempre não-criada, sem começo de dias nem fim de vida (Hb 7.3), preenchendo céu e terra. A sua natureza hu-mana também não perdeu as suas características: tem começo de dias e continua criada; é finita e conserva todos os atributos de um corpo verdadeiro. No entanto, pela sua ressurreição, ele concedeu imortalidade à sua natureza humana, não havendo modificado a realidade dela, pois a nossa salvação e ressurreição dependem também da realidade do seu corpo. Contudo, essas duas naturezas estão tão intimamente unidas em uma única pessoa que não foram separadas nem mesmo por sua morte. Ao morrer, portanto, ele rendeu nas mãos do Pai um espírito humano verdadeiro, que se apartou do seu corpo. Entretanto, a sua divindade permaneceu sempre unida à sua natureza humana, até mesmo quando ele jazia na sepultura. A natureza divina sempre permaneceu nele, exatamente como estava nele quando ele era uma criancinha, embora por um tempo não tivesse se manifestado como tal. Por isso, confessamos que ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem: verdadeiro Deus, a fim de vencer a morte pelo seu poder; e verdadeiro homem, a fim de morrer por nós, segundo as fraquezas da sua carne. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1.14)