
Nos anos 1960 André Breton, grande magnetizador do movimento surrealista, já indicava uma certa "inflação poética", cuja continuidade, ao que tudo indica, estende-se até hoje. Diante disso e de outros aspectos da conjuntura atual, n'A Fresta dessa semana trazemos o poema O verbo ser, de André Breton, publicado no volume O revolver de cabelos brancos, em 1932. Além de empreender uma tradução inédita do poema, eu, Natan Schäfer, permito-me realizar leituras e comentários — sempre a partir de uma perspectiva pessoal —, com o objetivo de oferecer uma contribuição, ainda que mínima, à deflação do valor de face do poema. Vale a pena dar uma espiada! Trilha sonora original por João Francisco Joel. Agradecimentos a Alfons Schmidt e família. Inserções: Breton, André. Clair de terre précédé de Mont de Piété, suivi de Le Revolver à cheveux blancs et de L'Air de l'eau, Paris, Gallimard, col. « Poésie », 1966. Florenskij, Pavel. Die Ikonostase. Urbild und Grenzerlebnis im revolutionären Rußland. Stuttgart: Urachhaus 1988. Entrevista de André Breton ao programa Premier Plan (que foi ao ar em 27 de fevereiro de 1961), da Radio Canada. Balla, Giacomo. Macchina tipografica, in: Die Kunst der Geräusche, Wergo, 2000. The Dø (grupo musical). Despair, Hangover & Ecstasy, in: Shake, shook, shaken (album). Cinq 7, 2014. Yeah Yeah Yeahs (grupo musical). Despair, in: Mosquito (album). Interscope Records, 2013. Imagem: Paris, Musée national d'Art Moderne / Centre Georges Pompidou, André Breton, la beauté convulsive, 1991, rep.p. 364 (image 4) (disponível em http://www.andrebreton.fr).