
Leitura do poema Clandestinos, do livro a Nudez da Palavra. Texto e leitura: Diana Lobo havia um dizer que iluminava feito névoa teimosias que a mente repete afoita - pelo caminho de casa a observar ladrilhos portugueses e um pouco de sujeira o movimento impensado do seguir o sinal que se fecha e a espera que cristaliza o que o tempo confunde e colide a velocidade de dentro e a demora de fora devoram-se trechos de outras falas se ao menos estivessem sendo anotadas malditos são os ditados que se dão desprevenidos a luz que esverdeia e põe em marcha os jogos dos dizeres e as certezas-nuvens todos passantes clandestinos