
Leitura do poema Índio, do livro a Nudez da Palavra. Texto e leitura: Diana Lobo seu corpo de urucum deitado na pedra fictícia onde o sol sopra um amarelo morno brisa de vastidão e ócio suas costas esculpidas em peroba arcos da lombar flechas quando te zangas e quando tudo sabes curandeiro reconhecedor dos ventos antecipador das chuvas o cheiro delas no ar e na terra te ofereço meus seios e imagino que tinges sobre eles padrões que eu desconheço dedos que percorrem curvas cores que se misturas às minhas e eu, em liberdade antropologicamente sua