
🌾 A SEMENTE 492 (Quinta-feira, 13/05/2021)Meditações no Evangelho de João (107): A Singularidade da Ressurreição do SENHORLeitura Bíblica: João 20:1-9 Em Colossenses 1:18, desenvolvendo seu argumento em favor da supremacia de Cristo, Paulo afirma: “Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia”. A expressão “o primogênito de entre os mortos” de modo nenhum pode ser entendida no sentido de que Jesus tenha sido o primeiro a ressuscitar. No capítulo 11 do Evangelho de João, por exemplo, Jesus ressuscitou Lázaro. Mesmo no Antigo Testamento, o milagre da ressurreição pode ser encontrado. Portanto, seria um erro entender o termo “primogênito”, em Colossenses 1:18, como uma referência à precedência cronológica da ressurreição de Jesus. O mesmo pode ser dito de Colossenses 1:15, onde Jesus é chamado de “o primogênito de toda a criação”. Por que Paulo usa esse título? A resposta está no versículo seguinte: “pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele” (Colossenses 1:16). Nesse contexto, a palavra primogênito se refere à importância ou supremacia de Jesus sobre tudo e sobre todos. Não é como algumas seitas ensinam, dizendo que Jesus é o primogênito da criação pelo fato de Ele ter sido o primeiro ser criado por Deus. Em João 20:19, aprendemos por que a ressurreição de Jesus foi diferente de todas as que ocorreram antes e depois d’Ele. Realmente, Jesus é “as primícias dos que dormem”, como Paulo afirma em 1Coríntios 15:20, porque Ele inaugurou um novo tipo de ressurreição. Em João 20:6, está escrito: “Então, Simão Pedro, seguindo-o, chegou e entrou no sepulcro. Ele também viu os lençóis, e o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus, e que não estava com os lençóis, mas deixado num lugar à parte.” Se compararmos a ressurreição do SENHOR com a de Lázaro, veremos que até na forma esses dois eventos são diferentes. Em João 11:44, sobre Lázaro, está escrito: “Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço.” Lázaro foi ressuscitado, porém precisou de ajuda humana para se desvencilhar das ataduras que envolviam seu corpo. Com Jesus foi diferente. Quando Pedro e João entraram no túmulo, viram os lençóis no local onde deveria estar o corpo do SENHOR. Além disso, o lenço que estivera sobre Sua cabeça estava dobrado em um lugar à parte. Através dos séculos, muitos têm tentado espiritualizar o significado dos lençóis encontrados no túmulo do SENHOR. Como sabemos, foi essa alegorização que resultou na tradição do chamado Santo Sudário que, de acordo com a imaginação religiosa, seria um pedaço do lenço que envolvera a cabeça de Jesus, no qual estaria delineada a silhueta da face de Cristo. Não há base bíblica, teológica ou história para a tradição do Santo Sudário. O valor da informação sobre os lençóis está em comunicar que a ressureição de Jesus foi diferente da de Lázaro e da de todos os outros ressuscitados até aquele momento. João também destaca a singularidade da ressurreição do SENHOR, chamando a atenção para o impacto espiritual desse fato sobre Pedro e sobre ele próprio. Em João 20:8-9, o autor do quarto Evangelho afirma acerca de si mesmo: “Então, entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu. Pois ainda não tinham compreendido a Escritura, que era necessário ressuscitar ele dentre os mortos.” A ressurreição de Jesus serviu para abrir o entendimento dos discípulos para a verdade das Escrituras. Antes da ressurreição eles conheciam os fatos revelados, todavia não tinham abraçado a verdade que eles comunicavam. A certeza da ressurreição, conforme atestada nos Evangelhos, é o mais convincente argumento sobre o fato de que Jesus é o Messias, o Filho de Deus; Aquele que há muito fora anunciado e aguardado pelos profetas do Antigo Testamento. Em nossos dias, há muitas crenças que negam a ressurreição do SENHOR e procuram diminuir seu impacto. Alguns, adeptos da crença naturalista, creem que não existe vida após a morte. Outros, crentes na doutrina espírita, trocam a ressurreição pela reencarnação. Quem quer que abrace uma dessas crenças nega a essência da fé cristã, pois, sem a ressurreição, a pregação do Evangelho de Cristo fica mutilada. Esqueça o que os homens dizem e pensam, e volte-se para a Palavra de Deus. Assim, você poderá conhecer Cristo, receber a certeza da sua salvação e a abençoada e certa esperança da ressurreição, pois, como está escrito em 1Tessalonicenses 4:14, “… se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem.” Essa é a sua expectativa?