
É comum que o relacionamento entre a empresa e o colaborador seja visto como uma guerra de forças. Um lado geralmente sente que está sendo explorado pelo outro, e a partir daí surgem desconfianças e atritos. Esse conflito tem origem no período pós Revolução Industrial, quando alguns empregadores, de fato, exploravam seus empregados. Infelizmente em alguns casos essa mentalidade ainda persiste, e contamina a relação entre ambos os lados. Para que esta relação realmente dê certo, é primordial que se entenda que a responsabilidade é 50% da empresa e 50% do colaborador. É necessário estabelecer um vínculo de parceria, transparência e cumplicidade, onde cada um saiba o que tem que fazer para juntos chegarem a um objetivo comum. Cada um faz a sua parte para a empresa prosperar. E não se trata de uma relação pessoal, mas sim, profissional. Caso contrário, as fantasias começam a contaminar o relacionamento. Só o fato de a empresa ser quem paga o salário, quem dita as regras e determina as tarefas, já dá ao funcionário a sensação de que o empregador detém e tem mais “poder” do que ele” Contudo vale ressaltar ainda que é direito do colaborador buscar uma corporação que o atenda de forma mais satisfatória, encerrando assim um ciclo profissional em uma empresa e iniciando em outra. O que não faz a empresa uma vilã, caso a mesma entenda que o colaborador não atenda mais suas necessidades. Isso é exatamente o que significa uma relação profissional, um contrato de trabalho ou ainda um acordo entre partes.