
Angola atravessou a vida do Frei Mário Rui: as pessoas, aspaisagens, a comida. O primeiro ano que passou em Waku Kungo, no Quanza Sul, foi ainda em contexto de guerra, numa vida quase insular, cercada por militares, mas onde a presença de quem nunca sai foi afirmada, porque permanece para partilhar a vida junto da população. Se a missão e o país africano foram surpresas na vida deste Frei dominicano, da Ordem dos Pregadores, também a vocação se apresentou de forma inaugural, depois de ter assumido na sua vida a importância do carisma de SãoDomingos. A pregação, o estudo e ensino da Teologia apareceram na sua vida quando saiu de Estremoz para estudar Gestão Empresarial, em Lisboa, e o destino encaminhou-o para uma residência, da responsabilidade dos Dominicanos. O estilo de vida comunitário, mas em especial o diálogoentre vida e oração, abriram novas perspetivas crentes ao jovem leigo, desenvolvidas depois com os grupos de Reflexão Teológica com Jovens, nos anos 80. Regressado a Angola em 1996, o projeto do Mosaiko –Instituto para a Cidadania tem concretizado a marca Dominicana naquele país: a par do trabalho pastoral, trabalhar pela cidadania e pelos direitos humanos tem sido a concretização de que a transformação acontece pela motivação das pequenas comunidades.