
Esse poema de autorretrato de Solano Trindade carrega em si uma marca de identidade muito forte, para além da superfície do texto. Vejam. *** Quando eu nasci, Meu pai batia sola, Minha mana pisava milho no pilão, Para o angu das manhãs… Portanto eu venho da massa, Eu sou um trabalhador… . Ouvi o ritmo das máquinas, E o borbulhar das caldeiras… Obedeci ao chamado das sirenes… Morei num mucambo do ”Bode”, E hoje moro num barraco na Saúde… . Não mudei nada…