
"Há um cansaço da inteligência abstracta, e é o mais horroroso dos cansaços. Não pesa como o cansaço do corpo, nem inquieta como o cansaço do conhecimento e da emoção. É um peso da consciência do mundo, um não poder respirar da alma." Bernardo Soares (Fernando Pessoa) O termo Síndrome do Impostor surgiu em 1978, resultado dos estudos da professora de psicologia Pauline Clance e da psicóloga Suzanne Imes. A síndrome refere-se àquelas pessoas que atribuem os seus sucessos e conquistas a frutos do acaso, sorte, rede de contatos, ao charme e até mesmo a habilidade de se apresentarem melhores do que são, ou seja, tem dificuldades de aceitar seus talentos e capacidade de realização. A régua com que medem a si é pouco realista e usam essa mesma régua para se punir por não atingir esses resultados humanamente inalcançáveis. Não se trata de falsa humildade e sim um sentimento de fraude. Vivem em constante medo de serem descobertos e que não conseguiram atingir as próprias expectativas e claro a dos outros. Esta semana o Podcast Ato Falho resolveu fazer as coisas de um jeito diferente. Dividimos o episódio sobre Síndrome do Impostor em duas partes. Esta semana você escuta A Introdução e O Ato. Na próxima semana você ouve o Falhei, Tá Falhado e Não se Falha Mais Nisso e o Terapia de Grupo. Você encontra o @podcastatofalho nos principais serviços de streaming e as redes sociais