Com oito anos de idade, a vida dele tomou outro rumo. Com diagnóstico de toxoplasmose, sua visão começava a ser afetada. Da interminável rotina de consultas médicas e exames, ele guarda uma lembrança afetuosa: quando os pais chegavam em casa, dobravam os joelhos em oração pedindo a Deus para que o filho não perdesse a visão. Os anos que se seguiram foram contados pela série de lutas e superações. Ele não ficou cego, mas a dificuldade de enxergar tornou a leitura um processo exaustivo, o que afetou o desenvolvimento da fase escolar. Entretanto, se as letras não eram tão fáceis de serem lidas, a memória trabalhou por dois, e ele percebeu que tinha facilidade em decorar textos e até pregações inteiras (embora não esconda algumas gafes cometidas nessas memorizações...rs). Em seu escritório, as quatro lupas dispostas à mesa dão conta do auxílio para manter em dia suas leituras. Na vida, o agradecimento especial fica para a esposa Laudicéia, sua “copilota” como costuma dizer. Tenho certeza que a conversa com o pastor Carlos Bregantim, da igreja Caminho da Graça, será inspiradora, como sempre costumam ser nossos encontros.