
CAT_ PROGRAMA VIVA VOZ SAÚDE - Feminicídio no Brasil: além dos números, o que precisamos aprender? O Programa Viva Voz Saúde, iniciativa do Centro de Apoio ao Tabagista - CAT, ONG carioca, versou sobre um tema absolutamente urgente no país: a violência, de qualquer tipo, contra as mulheres. Rádio Nossa Senhora de Copacabana, 10/09/2022. O Brasil ocupa atualmente um vergonhoso 5º lugar no ranking onde mais são cometidos feminicídios no mundo, numa lista de 83 países. Em 2021, com base nas informações das secretarias estaduais de segurança pública brasileiras, 1.341 mulheres morreram por serem mulheres, enquanto em 2020 o número de vítimas foi 1.354. Em relação ao feminicídio, do total de 4.762 vítimas femininas registradas em 2013, 2.394 foram perpetrados por um familiar direto da vítima, ou seja 50,3% do total de homicídios de mulheres, o que daria 7 feminicídios por dia. Isto é uma mancha absolutamente inaceitável, que merece ter maior visibilidade, para que ampliemos e aprofundemos a discussão sobre este descalabro. É forçoso ressaltar a interseção mostrada pelos estudos entre o machismo estrutural e o racismo, como alavancadores, não só dos assassinatos de mulheres, por serem mulheres, mas também de toda sorte de violações de direitos femininos outros, para além da própria vida física. O nosso convidado foi Doriam Borges, estatístico por graduação, é Doutor em Sociologia, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UERJ e autor de vários livros e artigos sobre violência e criminalidade. Há mais de 20 anos, Doriam tem pesquisado o tema da violência, já tendo atuado na gestão pública e em organizações de pesquisa nacionais e internacionais. Atualmente, é coordenador do Laboratório de Análise da Violência - LAV da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ. Citados no bate-papo: 1. Luíz Eduardo Soares 2. Ignacio Cano 3. Gláucio Ary Dillon Soares 4. Dayse Miranda 5. Daiana Russel 6. Marcela Lagarde Obras citadas: 1. Meu Casaco de General (Luíz Eduardo Soares) 2. As Vítimas Ocultas da Violência na Cidade do Rio de Janeiro (Gláucio Ary Dillon Soares, Dayse Miranda e Doriam Borges)