
CAT_ O Nicotinismo e a influência dos pais //////////////////////////////////////////////////////////// Pelo Centro de Apoio ao Tabagista - CAT, ONG carioca sem fins lucrativos, que tem como propósito maior contribuir para a redução dos impactos ambientais, econômicos, sanitários e sociais do nicotinismo, editamos a fala da jovem S., sobre a sua iniciação na dependência química de nicotina. A história da S. pode ser considerada típica para estes casos. Este depoimento se deu no momento em que concedíamos alta a ela, ontem, no encerramento do tratamento de seis meses da tuberculose pulmonar que eu e a minha equipe acompanhamos, no município de Duque de Caxias (RJ). Vale aqui ressaltar que, não obstante a tísica ser uma moléstia de origem bacteriana (Mycobacterium tuberculosis), a Organização Mundial da Saúde (OMS) atribui ao tabagismo 20% dos casos de TB no mundo. Na fala da S. há 2 fatores claros, de livro, para o começo do fumar: o exemplo dos pais e a não percepção do problema pelas escolas. Se, por um lado, inexiste uma preocupação real dos familiares com a exposição a que seus filhos, sobrinhos e netos estão sujeitos, e como isto pode influenciá-los num futuro não muito disto, em parte, por falta de informação adequada de toda família; por outro lado, ao invés das escolas brasileiras promoverem diuturnamente atividades que sensibilizem as crianças e os adolescentes para os riscos da experimentação e iniciação na droga que mais provoca dependência química que se conhece, e, a que, posteriormente, mais induzirá a doenças (mais de 70), acabam por permitirem uma protagonismo juvenil às avessas. Ao invés de uma educação entre pares, com o monitoramente dos profissionais de educação, observa-se que, na imensa maioria das situações, há uma deseducação entre pares, obviamente pela falta de informação adequada. Isto é a história da iniciação no uso de produtos de tabaco. Nada de novo... De acordo com a Associação Americana do Pulmão, 87% dos fumantes adultos dos Estados Unidos foram introduzidos na nicotina antes de completarem os 18 anos; 95% antes dos 21. É preciso que percebamos que serem protegidos do flagelo do nicotinismo é um direito deles, de crianças, adolescentes e adultos jovens, ao mesmo tempo que dever restar claro, como água de rocha, que esta tarefa é um dever, uma responsabilidade nossa enquanto sociedade minimamente constituída. Este áudio de 2 minutos traduz, com o depoimento da nossa cliente S., a distância que nos encontramos de um processo maduro para interromper a iniciação de um contingente imenso da juventude no que a OMS considera o maior problema sanitário dos terráqueos: 1,25 bilhão de dependentes de nicotina mundo afora, e 9 milhões de mortes globalmente, a cada ano.