
Pelo Centro de Apoio ao Tabagista - CAT, ONG carioca que tem como propósito maior contribuir para a redução dos impactos ambientais, econômicos, sanitários e sociais do nicotinismo, entrevistaremos a médica neonatologista e pediatra Elizabeth Alt Parente. Programa Viva Voz Saúde, Rádio Nossa Senhora de Copacabana, 25/10/2025. A nossa convidada, fez residência médica em pediatria-neonatologia na Universidade Federal Fluminense - UFF, é mestre em Saúde Coletiva pela UFF, pós-graduada em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Osvaldo Cruz, é auditora do SUS pela Universidade Estácio de Sá - UNESA e, tem MBA Executivo em Saúde pelo Instituto COPPEAD de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente, é professora de Saúde da Criança e Saúde da Família do Instituto de Educação Médica da Universidade Estácio de Sá - IDOMED/UNESA, e do Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso). Para contato com a convidada, está disponibilizado o endereço eletrônico a seguir: elizaltparente@yahoo.com.br. O tema que propusemos à convidada desta vez foi debatermos a importância da realização de uma série de testes denominados de triagem neonatal. Esta triagem é crucial porque permite o diagnóstico precoce de doenças congênitas, garantindo que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível. Isso ajuda a prevenir o desenvolvimento de deficiências, como as intelectuais, e outras sequelas físicas, além de evitar a morte prematura, proporcionando uma melhor qualidade de vida para a criança. Identifica doenças que podem não ter sintomas visíveis ao nascer, mas que causam danos severos se não tratadas a tempo. Permite a intervenção precoce para evitar deficiências físicas ou mentais, como deficiência intelectual por fenilcetonúria. Ao iniciar o tratamento rapidamente, o prognóstico da criança é drasticamente melhorado, garantindo um desenvolvimento mais saudável. O tratamento precoce possibilita que a criança tenha uma qualidade de vida mais próxima do normal. Inclui testes como o "Teste do Pezinho" (para doenças como hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme, entre outras), a triagem auditiva e a avaliação do frênulo da língua ("Teste da Linguinha"). A Lei Federal nº 14.154/2021 sancionada em 2021, determinou a ampliação gradual do teste do pezinho para que ele possa rastrear mais de 50 doenças no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa ampliação está sendo implementada de forma escalonada. Antes da lei, o teste básico cobria seis doenças. Com a ampliação, o rastreamento será dividido em fases, e o número de doenças rastreadas aumentará gradualmente. Em alguns estados, o teste ampliado já é uma realidade na rede pública. O Distrito Federal, por exemplo, é citado por identificar 62 doenças. Alguns laboratórios privados já oferecem exames que detectam ainda mais condições, podendo chegar a mais de 400 doenças. OUTROS TESTES DE TRIAGEM É importante lembrar que a triagem neonatal não se resume apenas ao teste do pezinho. Outros exames também são essenciais para um panorama completo da saúde do recém-nascido e identificam condições específicas: • Teste do olhinho: Detecta problemas de visão como catarata congênita e glaucoma. • Teste da orelhinha: Identifica problemas auditivos. • Teste do coraçãozinho: Rastreia cardiopatias congênitas. Combinados, esses exames formam um programa completo de triagem que tem um impacto enorme na saúde e qualidade de vida das crianças. No final do vídeo, adicionamos material de comunicação sobre o Teste do Pezinho elaborado pela secretaria estadual de saúde do Rio de Janeiro Nas operações técnicas do estúdio, o bravo Geraldo Rodrigues.