
Pelo Centro de Apoio ao Tabagista - CAT, ONG carioca sem fins lucrativos, que tem como propósito maior contribuir para a redução dos impactos ambientais, econômicos, sanitários e sociais do nicotinismo, entrevistamos Adriana Gioda, professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Programa Viva Voz Saúde, Rádio Nossa Senhora de Copacabana, 17/01/2026. A nossa convidada é graduada em Química Industrial e mestre em Química Analítica pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM-RS). Concluiu o doutorado em Química no Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico vinculado ao Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LADETEC/IQ/UFRJ) e, posteriormente, atuou por cinco anos na Universidade de Puerto Rico (UPR-USA), onde desempenhou funções como pós-doutoranda, pesquisadora visitante e professora. A sua trajetória acadêmica e profissional é marcada pela ampla experiência em Química Ambiental e Analítica, com foco em Qualidade do Ar de Interiores e Exteriores, Química Toxicológica e Química Atmosférica. Atualmente, é Professora Associada Nível 2 da PUC-Rio e coordena o Laboratório de Química Atmosférica (LQA/PUC-Rio). Neste programa, tivemos a oportunidade ímpar de aprofundarmos questões de altíssima relevância para a saúde pública brasileira e mundial na atualidade: a salubridade do uso dos chamados dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), que recebem denominações e apelidos variados, como canetas, e-cigs, e-cigarettes, e-cigars, cigarros eletrônicos, Iqos, Julls, mods, pen drives, pods, smoks, vapes e vaporizadores, dentre outros. O Departamento de Química da PUC-Rio tem se notabilizado, nesta área, pelo estudo da composição dos chamados e-liquids (líquidos eletrônicos), componentes principais dos DEFs. Revelações feitas por experts dos Estados Unidos, dão conta da existência naquele país de mais de 20 mil combinações químicas diferentes, o que mostra a complexidade do problema. Considerado o 'canto do cisne' da Indústria da Nicotina, cujos produtos a base de tabaco estavam clara e paulatinamente sendo rejeitados pela população mundial, depois de décadas de esforços para a conscientização para os riscos de seu consumo, os DEFs vem sendo proclamados, pelos seus prepostos, como formas menos danosas de absorção de nicotina pelo cérebro humano e como instrumentos úteis para a cessação de fumar. As evidências de estudos nacionais e internacionais, entretanto, vem corroborando a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que, através da RDC nº 855 de 2024, reafirma e atualiza a proibição total de fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e propaganda de Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs). A pauta do programa será repercutir os estudos que vêm sendo realizados pelo Departamento de Química da PUC-Rio sobre estes e-liquids, e os seus primeiros resultados, inéditos no Brasil, obtidos pela parceria entre a PUC-Rio e a Universidade Federal do Rio Grande (UFRG), pesquisa que já vem sendo amplamente divulgada pela mídia nacional. Ao final da reedição do vídeo do programa, inserimos depoimentos importantes de 2 ex-usuários de vapes _ Gustavo Foganoli e Laura Beatriz, duas vozes de jovens que vêm ecoando nas redes sociais, conscientizando para o não uso de vapes.