
Pelo Centro de Apoio ao Tabagista - CAT, ONG carioca sem fins lucrativos, que tem como propósito maior contribuir para a redução dos impactos ambientais, econômicos, sanitários e sociais do nicotinismo, editamos o alerta do médico pediatra da Universidade de São Paulo (USP), João Paulo Lotufo, que aponta para o aumento do número de fumantes no Brasil, medido entre 2023 e 2024, e recém divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que é o principal provedor de informações geográficas e estatísticas do país. O médico chamou a atenção para a interferência da Indústria da Nicotina (IN) neste processo, notadamente através da pressão no convencimento das pessoas sobre um suposto menor dano provocado pelos dispositivos eletrônicos para fumar (cigarros eletrônicos, vapes e que tais). Aleivosia clara! A tese da indústria, de que os DEFs precisam ser liberados em nosso meio, para que haja arrecadação de impostos, contrapõe-se francamente ao posicionamento da maioria esmagadora dos especialistas brasileiros, que se coloca desde sempre em apoio às decisões tomadas, em última instância, em 2009 e 2024, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Do ponto de vista da saúde, há alerta para o surgimento de doenças pulmonares precoces, como a EVALI (Injúria Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico e ao Vaping), além do aumento do fumo passivo. O autor acusa a indústria de omitir esses riscos, repetindo práticas históricas do cigarro tradicional, e questiona a parceria com instituições acadêmicas, tal qual o recente realizado nesta parceria USP-IN.. Matéria produzida pelo jornalismo da Rádio USP, via Sandra Capomaccio, e publicada em 30/03/2026.