
O programa Ciência Ufes, dessa semana, fala com a professora da Ufes e pesquisadora do Núcleo de Genética Humana e Molecular, Débora Meira. Ela fala com você sobre um estudo que identificou variantes genéticas que podem favorecer o desenvolvimento da covid longa. A partir da hipótese de que a genética de um indivíduo pode influenciar sua vulnerabilidade à covid longa, os pesquisadores analisaram o DNA de pessoas que tiveram covid e compararam aquelas que desenvolveram sintomas persistentes com as que não os desenvolveram. Um total de 312 pessoas infectadas pelo vírus SARS-CoV-2 atendidas em dois hospitais públicos de Vitória entre novembro de 2020 e julho de 2023 participaram do estudo. A covid longa representa um dos maiores desafios atuais de saúde pública. Embora milhões de pessoas tenham se recuperado da infecção aguda provocada pelo vírus SARS-CoV-2, uma parcela significativa continua apresentando sintomas persistentes, como fadiga, dor, alterações cognitivas, perda do olfato, alterações no funcionamento do sistema nervoso autônomo e comprometimento da qualidade de vida, por meses ou até anos. E os mecanismos biológicos responsáveis por essa condição ainda permanecem pouco compreendidos.