
O Pagador de Promessas (1962) é um filme radicalmente brasileiro no sentido mais preciso e mais doloroso que essa expressão pode ter. É a história de um homem simples, intercedido pela graça, que encontra na Igreja Católica, na imprensa, na polícia e na própria mulher versões distintas da mesma resistência: ninguém sabe o que fazer com alguém que acredita de verdade. No episódio 51 do Cinematografia Podcast, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni falam sobre a obra original de Dias Gomes adaptada brilhantes para o cinema por Anselmo Duarte. O resultado é essa obra-prima do sincretismo religioso que ganhou a Palma de Ouro em Cannes, feito único na história do cinema brasileiro. 🎥 Neste episódio, a conversa passa por: - Dias Gomes, a peça original e a condição de não alterar uma vírgula do texto. - Leonardo Vilar: o mesmo ator no teatro e no cinema. - O Brasil de 1962: questões políticas, Vera Cruz, Atlântida e o que o cinema nacional perdeu desde então. - Zé do Burro como "inocente da graça", o homem tão focado no sagrado que o carnal não o alcança. - Rosa, o Bonitão e o enquadramento dividido pela cruz: o desejo, a culpa e o filme como obra aberta. - Os enquadramentos e transições que compõem a linguagem cinematográfica de Anselmo Duarte. #CinematografiaPodcast #OPagadorDePromessas #AnselmoDuarte #DiasGomes #CinemaBrasileiro #SincretismoReligioso #Cinema