
Olá! Dou-vos as boas-vindas a este episódio do podcast "Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação". Quando comecei a desenhar todos os dias, em Janeiro de 2021, não imaginava (por muito tonto que possa parecer) que uma das consequências de repetir essa actividade todos os dias seria a de que, quer quisesse, quer não, iria começar a desenhar com mais facilidade. Para quem não sabe, eu adoro desenhar pessoas. Gosto muito mais de desenhar pessoas do que desenhar coisas, ou paisagens, e por isso, inevitavelmente, agora que já passaram mais de cinco anos desde que comecei, tenho mais facilidade em desenhar pessoas do que tinha antes. Neste episódio mencionamos: “Não há partes más”, de Richard C. Schwartz Inscreve-te aqui para receberes as notícias primeiro Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em www.airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy. Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrever a newsletter para os receberes semanalmente na tua caixa de correio. E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós. Créditos: “Cover Girl” de Beat Mekanik Podcast Todas as terças, recebe na tua caixa de correio uma Confissão de uma super-perfeccionista em recuperação. Quero receber Dou-te as boas-vindas a mais uma confissão de uma super-perfeccionista em recuperação, um podcast sobre perfeccionismo, criatividade e empoderamento. Nestas confissões, vou partilhar contigo os altos e baixos do meu longo caminho de recuperação do super-perfeccionismo. Se também tu tens vontade de deixar para trás a excessiva exigência contigo própria, soltar o perfeccionismo e abraçar a criatividade que tens dentro de ti, quer te consideres uma pessoa artística, quer não, então fica aqui nas “Confissões”. Olá e sejam bem-vindas a este episódio de “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”. Quando comecei a desenhar todos os dias, em Janeiro de 2021, não imaginava (por muito tonto que possa parecer) que uma das consequências de repetir essa actividade todos os dias seria a de que, quer quisesse, quer não, iria começar a desenhar com mais facilidade. Para quem não sabe, eu adoro desenhar pessoas. Gosto muito mais de desenhar pessoas do que desenhar coisas, ou paisagens, e por isso, inevitavelmente, agora que já passaram mais de cinco anos desde que comecei, tenho mais facilidade em desenhar pessoas do que tinha antes. Da mesma maneira que desenhar todos os dias me tem dado mais facilidade a desenhar, escrever todas as semanas um episódio de podcast tem-me dado o espaço de pensar sobre o trabalho que faço e de pôr palavras à volta dele. Ao princípio, quando lancei as sessões de Desenhamos Juntas, ainda em 2024, tinha ideia de que seria muito bom desenharmos juntas, mas não fazia ideia de que iríamos trabalhar tanto a nossa relação com o nosso crítico interno, nem tão pouco imaginava que iríamos mudar, uma sessão de cada vez, a nossa ideia de quem nós somos. A verdade é que com a prática semanal de desenho todas passámos de ser “pessoas que não desenhavam” para sermos “pessoas que desenham”. No caminho, fomos trabalhando a nossa confiança, a nossa auto-estima e a nossa relação com o crítico interno. O que é curioso é que o trabalho que se faz naquelas sessões semanais, que poderia parecer que ficaria circunscrito àquele contexto, transborda para todas as áreas: gradualmente, todas ficámos a saber que podemos adquirir um hábito novo que transforma a nossa ideia de quem somos. Voltando ao hábito de escrever guiões de podcast, este tem sido um espaço de reflexão muito importante para mim porque me faz pensar e conversar sobre o que fazemos nas várias formações que dou, desde o Desenhamos Juntas até ao Conectar para Liderar(-me), cujas inscrições abrirão muito em breve. Já vos conto tudo! Para quem já acompanha o meu trabalho há mais tempo, talvez se lembre de uma formação gratuita que dei chamada “Criativa? Quem, eu?” – lembram-se? Nessa formação, queria mostrar às participantes que todas nós já temos uma reserva de criatividade dentro de nós. Na altura, usava a imagem da Lagoa das Sete Cidades, nos Açores, em que há duas lagoas contíguas com água que parece ter cores diferentes. Da mesma forma, eu dizia que dentro de nós existe uma reserva de criatividade e de sabedoria, feitas da mesma matéria mas com cores diferentes. No treino áudio gratuito, cujo nome brincava directamente com uma resistência que muitas pessoas têm, que é acharem que não são criativas, e que a criatividade é coisa de artistas, eu queria mostrar às pessoas que a criatividade não é mais que outra cara da sabedoria, é a capacidade de combinar de uma nova forma duas informações diferentes. Continuo a gostar muito desta metáfora da reserva de criatividade como uma lagoa que temos de alimentar e proteger e à qual vamos beber sempre que precisamos. Mas a dada altura, provavelmente numa meditação, percebi que o fio condutor de todas as minhas formações é a de melhorar a nossa relação com o crítico interno para que possamos estabelecer uma relação em banda larga com a nossa criança interior. A nossa criança interior é a guardiã dos nossos sonhos e desejos e também da nossa criatividade, e é com a nossa criança interior que nós queremos poder comunicar com facilidade. No fundo, a criança interior é a guardiã da nossa criatividade, mas também conhece os nossos sonhos e desejos. A criança interior marca a nossa bússola interna, e é ela que nos diz qual a direcção a tomar para vivermos a melhor vida possível, alinhada com os nossos princípios e valores, e a que permite que façamos o melhor contributo para o mundo. Conectarmo-nos com a nossa criança interior é o que desejamos, e mais ainda uma conexão livre e desimpedida, qual auto-estrada. Mas acontece que dentro do nosso mundo interior existem mais personagens, ou mais “partes”, como diz Richard C. Schwartz, autor do livro “Não há partes más”, cujo link vou colocar nas notas deste episódio. Cada uma de nós tem partes que são ditadas pela sua história, ou pelas suas circunstâncias particulares de vida. Mas há uma parte, a do crítico interno, que é transversal. Todas temos uma criança interior e todas temos um crítico interno e estas partes cumprem papéis fundamentais na nossa vida. Enquanto que a criança interior guarda o mais importante tesouro (os nossos sonhos e desejos) e nos guia como uma bússola em direcção ao nosso norte, em direcção ao nosso propósito mais profundo, o crítico interno existe dentro de nós para nos proteger. Pode parecer paradoxal que o crítico interno nos queira proteger, mais a mais sabendo que muitas vezes nos fala de maneira bem, bem ácida, por vezes tirânica, mas a verdade é essa: o crítico interno existe para nos proteger. Qual é o problema? É que o crítico interno não distingue entre um perigo real para a nossa pessoa de um perigo aparente para o nosso ego. E por isso é tão fácil de activar, basta tentarmos fazer algo de novo, ou fazermos alguma coisa menos bem, para o crítico interno sair a conversar dentro da nossa cabeça. Aquela voz que nos diz: “ai filha, que ideia foi essa de começares a pintar, se a tua mão treme tanto?” Esta é a voz do crítico interno, que quer proteger o nosso ego de passar vergonha. Sendo que, para disparar, basta fazermos algo que fique a apenas um milímetro da perfeição absoluta, e isso é suficiente para que a sua voz tirânica entre logo em acção. Esta voz tirânica, por vezes cruel, é um obstáculo concreto à nossa conexão com a criança interior. Ora vejam: eu sinto que me conecto com a minha criança interior de cada vez que, por exemplo, pego no cavaquinho para tocar. Como não toco particularmente bem, pois comecei a aprender há relativamente pouco tempo, quando não consigo transitar de um acorde para o outro, ou demoro um pouco mais para o fazer, o crítico salta logo: “então que ideia foi esta de tentares aprender a tocar cavaquinho? Logo tu, que não tocas instrumento nenhum?” Imaginem, se eu desse ouvidos ao meu crítico, se calhar pousava logo o cavaquinho e pensava, “pronto, deixa lá, também não gosto assim tanto de tocar cavaquinho”, talvez me dissesse para me consolar. A verdade é que gosto de tocar cavaquinho, por muito bem ou muito mal que toque, e de cada vez que toco sinto aquela energia especial de estar a divertir-me, que eu interpreto como sendo uma conexão directa com a minha criança interior. E se decidisse parar de tocar cavaquinho por causa das palavras do crítico interno, então deixaria de fazer algo que não só me dá prazer como também me ajuda a estabelecer uma conexão com a minha criança interior. Seria uma pena e uma perda, a dobrar. Por isso, melhorar a relação com o crítico interno e trabalhá-la para que a sua voz nos afecte cada vez menos é essencial para restabelecer uma ligação com a nossa criança interior. É essencial e é fundamental. Nas próximas semanas, vamos abrir as inscrições para uma formação gratuita muito especial precisamente para começar a trabalhar esta relação com o crítico interno e restabelecer a ligação porventura perdida com a nossa criança interior. Os lugares são limitados para esta formação gratuita, de maneira que vos convido a subscrever os emails para serem as primeiras a saber quando as inscrições abrirem. Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy. Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrevê-los na tua plataforma preferida de podcasts, ou então assinarr a newsletter em airdesignstudio.com para os receberes semanalmente na tua caixa de correio. E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós. The post Episódio 58. Quem queres que mande: o crítico ou a criança que sonha? first appeared on air | illustration + design + creativity.