
Olá! Dou-vos as boas-vindas a este episódio do podcast "Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação". Esta semana quero falar-vos sobre constipações. “Ui, que tema interessante”, poderão estar a pensar, mas se calhar eu não o apresentei da melhor maneira. Por isso, aqui vamos nós outra vez: esta semana quero falar-vos sobre o sentido de oportunidade das constipações. Sim, porque aparentemente há constipações com sentido de oportunidade, digamos, com o chamado “timing”, aquela coisa da comédia de fazer pausas certeiras e depois dizer a coisa certa na hora mesmo certa? No mundo das constipações é a dita cuja aparecer na hora H. No momento certo. Aliás, certíssimo. Ou seja, aparecer sempre que estou prestes a ter momentos de visibilidade. Neste episódio mencionamos: Desenhamos Juntas Guia para começar (e continuar) a desenhar todos os dias Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em www.airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy. Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrever a newsletter para os receberes semanalmente na tua caixa de correio. E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós. Créditos: “Cover Girl” de Beat Mekanik Podcast Todas as terças, recebe na tua caixa de correio uma Confissão de uma super-perfeccionista em recuperação. Quero receber Dou-te as boas-vindas a mais uma confissão de uma super-perfeccionista em recuperação, um podcast sobre perfeccionismo, criatividade e empoderamento. Nestas confissões, vou partilhar contigo os altos e baixos do meu longo caminho de recuperação do super-perfeccionismo. Se também tu tens vontade de deixar para trás a excessiva exigência contigo própria, soltar o perfeccionismo e abraçar a criatividade que tens dentro de ti, quer te consideres uma pessoa artística, quer não, então fica aqui nas “Confissões”. Olá e sejam bem-vindas a este episódio de “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”. Esta semana quero falar-vos sobre constipações. “Ui, que tema interessante”, poderão estar a pensar, mas se calhar eu não o apresentei da melhor maneira. Por isso, aqui vamos nós outra vez: esta semana quero falar-vos sobre o sentido de oportunidade das constipações. Sim, porque aparentemente há constipações com sentido de oportunidade, digamos, com o chamado “timing”, aquela coisa da comédia de fazer pausas certeiras e depois dizer a coisa certa na hora mesmo certa? No mundo das constipações é a dita cuja aparecer na hora H. No momento certo. Aliás, certíssimo. Ou seja, aparecer sempre que estou prestes a ter momentos de visibilidade. “Espera lá que de repente demos aqui um salto”, pensei eu agora, e por isso volto obedientemente atrás ao ponto do sentido de oportunidade das constipações. Ora façamos uma viagem no tempo até ao início de Setembro, regresso às aulas, abertura das inscrições para o treino áudio gratuito “Stop Piloto Automático!” e, logo ali no primeiro fim-de-semana, uma palestra no Festival Tresmalhadas, em Oeiras, em que ia falar sobre a importância das actividades “só porque sim”. Confesso-vos: introvertida que sou, até parece estranho, mas eu adoro falar em público. Não adoro necessariamente a atenção sobre mim, mas adoro estar a falar apaixonadamente sobre uma coisa que me apaixona com pessoas que querem ouvir falar sobre esse tema. E se ainda não são apaixonadas pelo dito tema, pode ser que venham a ficar depois. Então, imaginem só, o fim-de-semana do Festival Tresmalhadas a aproximar-se, eu revi a minha apresentação, os pontos principais, os exemplos que queria dar, etc, etc e chega a dois dias antes e estou de rastos com uma daquelas constipações que só vistas, contadas não têm graça. E mais: não sei se a vocês vos acontece, mas estar constipada no Inverno é chato; mas estar constipada no Verão é perfeitamente infernal. O calor lá fora, e a pessoa, cá dentro, a sentir frio e calor simultaneamente, é de deixar qualquer termóstato avariado e a cabeça em água. Pois no fim-de-semana do Festival Tresmalhadas estava um calor de ananases, no mercado de Oeiras estava um calor que não se podia. Mas a boa notícia é que na Livraria Galeria Verney, onde foi a minha palestra, havia ar condicionado e a temperatura estava supimpa. Único problema: o meu nariz parecia um bloco uniforme através do qual não passava nem o mais fino fio de ar. E aqui, deixem-me que vos diga uma coisa, o pessoal do tricot e do crochet é maravilhoso e houve logo uma simpática senhora na plateia que me ajudou a desentupir o nariz com um óleo de menta espectacular. Deixo aqui o meu sincero agradecimento, porque pelo menos consegui respirar um bocadinho melhor enquanto fazia a apresentação que tinha para fazer. E pronto, se isto tivesse sido uma só constipação num momento inoportuno não teríamos história nenhuma para contar. A questão é que não foi só uma constipação num momento inoportuno, mas duas constipações em momentos inoportunos. Pois estava eu a acabar de curar a constipação do Festival quando começou o treino áudio gratuito “Stop Piloto Automático!”, treino esse que tem uma parte áudio que é assíncrona, e depois culmina numa sessão zoom, em que consolidamos as aprendizagens do treino e apresento o passo seguinte, a formação “A tua Bússola Interior”. Adivinhem, então, o que aconteceu na véspera desta sessão zoom final do “Stop Piloto Automático!”? Tal qual, constipei-me outra vez. Assim, de repente e de forma completamente inesperada, ainda estava a acabar de curar a constipação anterior e já tinha o nariz a pingar. Outra vez. Foi encantador, como podem imaginar. E aqui comecei a pensar para com os meus botões: “tu queres ver que afinal isto não são simples constipações? Mas sim constipações que surgem na hora H?” A verdade é que estas duas constipações apareceram em momentos muito pouco oportunos (bem, é sempre pouco oportuno ficar doente), mas apareceram também em momentos de muita visibilidade, em momentos em que eu iria estar a falar do meu trabalho diante de várias pessoas. E o corpo manifestou-se: nariz a pingar, garganta cheia de comichão, tosse e etc. Não há muito tempo atrás, sempre que falava do meu trabalho desatava a tossir, engasgava-me, ficava rouca. Juro. Esta coisa de ser uma pessoa introvertida que gosta de acompanhar mulheres em processos transformadores de reconexão com a sua criança interior é uma coisa maravilhosa quando estamos nas sessões, com um grupo de mulheres interessadas e felizes por estarem ali. Outra coisa muito diferente é ter de trabalhar este lado de chegar a mais pessoas, ou seja, o marketing, em que me tenho de pôr em situações de muita visibilidade e em que muita gente está a olhar para mim. Só para vos dar contexto, e em jeito de confissão, quando há muitos anos atrás pensava em como gostaria que fosse o meu casamento, fugia da ideia de casar-me só de pensar nos olhos dos convidados a olharem para mim. Tanto que, quando finalmente me casei, éramos 19 pessoas no total. Mas, lá está, se quero chegar a mais mulheres, esta parte da visibilidade é um tema central que tenho de trabalhar, e não um pormenor mínimo que posso adiar para um momento incerto no futuro. E como se trabalha a visibilidade? Pois aí está uma excelente questão, uma questão para a qual ainda não tenho respostas definitivas. Diria que tomar consciência do padrão é o primeiro passo para começar a sair dele. É diferente pensar “oh que chatice, estou outra vez constipada” de “hmmm, tu queres ver que esta constipação aparece porque vou dar esta apresentação?” E para mim, não tenho a menor dúvida, escrever e falar sobre o assunto é também muito importante para trabalhar a visibilidade. Por um lado, a primeira coisa que fiz foi falar de ambas as constipações abertamente com as participantes de ambos os momentos, a palestra e a sessão zoom. Isso permitiu-me logo tirar esse “elefante na sala” do caminho. Depois, também me serve partilhar este tema com as minhas companheiras de caminho, outras mulheres que também estão a desenhar o seu negócio com vista a escalá-lo, tal como eu. E fazer esta reflexão também aqui, no podcast, convosco. Trazer este assunto à luz é essencial, para mim, para o dissecar, para o entender melhor e também para fazer com que cada célula do meu corpo fique um pouco mais confortável – e um pouco menos em estado de alerta – de cada vez que tenha de falar em público. Pergunto-me de onde virá esta minha dificuldade com a visibilidade: será de ser filha do meio? E de me ter habituado a passar entre os pingos da chuva? Será algo cultural? Será algo específico da minha personalidade, alguma timidez que ainda não investiguei a fundo? Mas mesmo enquanto não chego a uma conclusão sobre a origem desta minha dificuldade, posso sempre continuar a trabalhá-la. O que noto é que tenho de continuar a pôr-me nessas situações de visibilidade com frequência, e não fugir delas. Por exemplo, uma coisa que descobri que me ajuda muito é desenhar em público. Imaginem o que era antes, para mim, puxar do bloco e das aguarelas e começar a desenhar no meio da rua. Custava-me, não vou mentir. Mas fui contrariando a voz interna que me dizia para fugir dali a sete pés e continuei a puxar do caderno, mesmo tendo gente a olhar para mim. E a verdade é que não tenho dúvidas que essa habituação gradual foi essencial para depois poder dar as sessões de Desenhamos Juntas, onde não só estão a ver o que eu desenho (enquanto dentro da minha cabeça a voz da minha crítica interna não se cala), mas também essa exposição fica gravada e é partilhada com as participantes. É trabalhar a visibilidade ao vivo e a cores! Acho que o que ainda me chamou mais a atenção foi ter ficado constipada nestes momentos de visibilidade, mesmo quando já tenho bastante treino de visibilidade. Talvez pensasse que estaria mais avançada neste caminho? Ou que já não fosse preciso sinais tão evidentes como grandes constipações para me aperceber que eram momentos exigentes para mim? Mas bom, como em tanta coisa nesta vida, são mais as perguntas que tenho do que as respostas concretas disponíveis, neste momento. Mas como dizia alguém, e adoraria atribuir esta citação, mas não me lembro de quem foi, “a qualidade da tua vida depende da qualidade das tuas perguntas”, por isso continuamos este caminho de pesquisa. Pode ser que em breve tenha mais notícias para vos dar, num futuro episódio deste podcast. Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy. Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrevê-los na tua plataforma preferida de podcasts, ou então assinarr a newsletter em airdesignstudio.com para os receberes semanalmente na tua caixa de correio. E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós. The post Episódio 67. Constipada na hora H first appeared on air | illustration + design + creativity.